14 junho 2016

#31 Aquilo que ninguém sabe, ninguém pode estragar...

Porque será que temos esta necessidade de contar aos outros sobre as nossas conquistas?
Que necessidade é essa,que nos faz querer mostrar ao mundo a nossa felicidade?
Porque será que queremos mostrar ao mundo o nosso sucesso, as nossas conquistas, da mesma forma que a tristeza e a alegria ficam estampadas no nosso rosto?
Existem momentos tão intensamente felizes na nossa vida, que mal cabemos em nós com tanta felicidade e acabamos por querer contar ao mundo o quanto estamos felizes.
Mas será que estaremos rodeados por pessoas invejosas, maldosas e que não suportam ver alguém feliz? Pessoas a quem a felicidade lhes é tão estranha, que não são capazes de entendê-la, a ponto de fazer de tudo para destruí-la. 
Será que devemos temer a maldade alheia? 
É preciso cautela, para que não tenhamos que enfrentar o pior dos outros na nossa vida.
Por mais que se esteja seguro e certo quanto às nossas convicções, existirá sempre pessoas a tentar diminuir-nos por meio de provocações e boatos. Pessoas incapazes de torcerem pelo sucesso de alguém.
Muitas vezes, é inevitável espalhar pelas redes sociais a alegria que sentimos pelas nossas viagens, pelas nossas conquistas amorosas e profissionais, pelo sucesso dos nossos familiares e amigos, seria péssimo apenas publicarmos lamúrias, indirectas venenosas e tristezas, para isso existem os consultórios dos psicólogos.
No entanto, é necessário saber que haverá sempre pessoas que irão ver isso como ostentação inútil, excesso de vaidade, ego inflamado, ou seja, estaremos sujeitos a comentários desagradáveis sobre nós, muitos deles pelas nossas costas. 
Mas por outro lado, existirá sempre, alguém que irá torcer pela nossa felicidade, que caminhará ao nosso lado quer chova ou faça sol, que nos amará verdadeiramente, que será capaz de partilhar a sua vida com a nossa com uma reciprocidade sincera.
Por isso, uma das nossas maiores conquistas será poder contar com pelo menos alguns que nos admirem realmente. A esses, sim, poderemos mostrar a nossa grandeza e a nossa pequenez mais inconfessáveis. Quanto aos restantes, recomenda-se cautela.
Não é necessário exibir a nossa felicidade nas vitrinas sociais e virtuais, para que ela se complete.
Aqueles que sempre estiveram ao nosso lado, bem perto, a partilhar de verdade, esses irão ler a felicidade nos nossos olhos e irão comemorar de mãos dadas connosco cada conquista, cada degrau superado, e é por eles que valerá sempre a pena sobreviver com ética e dignidade a cada batalha que surja no nosso caminho. 
Por isso, as minhas conquistas e a minha felicidade por vezes não aparecem nas redes sociais. Apenas aparece um pouco de mim. O restante está guardado para mim e para aqueles que amo.
Vou seleccionando o que mostro ao mundo.
Pois aquilo que ninguém sabe, ninguém pode estragar, ninguém vai cobiçar, ficará longe da maldade e da inveja alheia. 

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